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Mostrando postagens de Fevereiro, 2013

Diálogo com o coração

- Vai coração, fala pra ela!
- Não, ainda não, não é a hora...
- Mas como assim? Não tem certeza do que sente?
- Tenho, e como tenho certeza, e mal vejo a hora de dizer isso a ela, mas...
- Mas??
- Não é a hora!!
- E por que não é a hora?
- Por que não sei se ela sente o mesmo. Sei que ela gosta muito de nós, mas será que da mesma maneira que a gente???
- Então é por isso... Esse é seu medo...
- Sim, meu medo e minha vergonha...
- Vergonha???
- Sim, vergonha, afinal não disse isso a ela ainda.
- Então diga ora bolas!!
- Mas eu não sei se ela sente o mesmo caramba!!!
- Ah é... Tem isso...
- Pois é...
- É... Peraí!! Já sei coração!!!
- O que meu Deus do céu????
- Diga a ela!
-  Mas...
- Nem mas e nem meio mas, diga!
- E se ela não sentir o mesmo e me deixar por achar que não pode me dar ainda o que já estou pronto para dar a ela???
- Mas é aí que está!!
- Está o que homem???
- Diga também que ela não precisa dizer agora, que você espera ela ficar pronta para dizer!
- E se ela nunca diss…

A primeira manhã

Acordo junto de ti como sempre quis Vejo que ainda dorme. Brinco com seu cabelo e deixo um beijo em sua testa. Levanto com todo o cuidado do mundo não querendo te acordar, E pé ante pé vou pra cozinha. Olho nos armários e na geladeira Atrás de coisas para fazer um café da manhã para ti.
Encontro ovos, pão, manteiga, frutas e suco de laranja. Faço então umas torradas, Ponho maçã e mamão na bandeja, Um copo de suco e ovos E perto do suco uma rosa.
Volto pro quarto com a bandeja, Você ainda a dormir, Coloco a bandeja no criado mudo e te chamo com carinho. E quando abre os olhos, Dou-te um selinho e digo: −Bom dia flor do dia.
Você pega a rosa e a cheira, Me puxa pelo pijama, Me beija a boca e diz que me a...

Ontem existia a felicidade

Os pássaros voam assustados com os meus gritos.
Ontem eles cantavam enquanto nós tomávamos um café,
Ontem as rosas desabrochavam ao sorriso seu,
Ontem rezávamos pra nunca nos separar, tínhamos fé,

Ontem eu e você cantávamos a canção do amor ao por do sol,
Ontem eu puxei o seu cabelo delicadamente, e você sorrio arrepiado,
Ontem você me fez uma massagem e leu minhas mãos na noite bela do luar  incandescente,
Ontem você era por mim amado,

Ontem éramos felizes,
Ontem eu vivi de verdade sim,
Ontem alguém te abraçou, e traída eu senti,
Ontem eu sai, bebi, fumei, louco fiquei, e na sua casa segui-me

Ontem eu estava bêbado,
Ontem eu briguei com você,
Ontem destruí seu coração,
Ontem sem saber, fui injusta e te magoei, e você chorou ao me ver.

Ontem eu sai de sua casa, terminei tudo, queimei nossos sonhos,
Ontem você ficou preocupado e sem saber o que acontecia,
Ontem você saiu desesperado de carro em meio a chuva pra me encontrar,
Ontem veio um caminhão e bateu no seu carro, e ali seus últim…

O Mensageiro da Morte!

Aconteceu quase como uma sorte. Uma dessas que ocorre às avessas e que nos atinge sem os termos pretendido. Vivia naquela besta existência, tão pertinente aos mansos dias do interior, Joaquim Castanhal, cuidando do seu quintal, do seu trabalho de molhar carimbos na repartição estadual, dando sempre um beijo morno na esposa ao sair e recebendo outro ao voltar, quando observou aquele cão sarnento, do outro lado da rua, naquele fim de tarde prolongado, lambendo os pés do meu vizinho de frente, Francisco Torquato.
      Teria passado despercebido, se não soubesse que Francisco odiava os cães não permitindo que dele se aproximassem. Teria o expulsado, se o tivesse sabido, mas a questão é que, apesar de ter sido cheirado, e de terem seus pés repousados sobre o chinelo molhados, o vizinho não se deu conta do animal.
     Virou açoitando tantos outros por menos conta, que não pôde deixar de inquietar-se com a visão daquele novo assombro. Curioso, largou a enxada e, a pretexto de uma pros…

The Rock Boys Parte 5

Eu não conseguia distinguir o que estava acontecendo, será que aquilo tudo era real? Será que tinha acabado de sofrer um atentado. Não sabia de nada. Tudo para mim era novidade já que o fato da suspeita da Carolina ser uma desprezada dos deuses gregos fazia bastante sentido, por ela ser atraente o suficiente para enfeitiçar qualquer um... Eu não parava de suspeitar havia desconfiança de todos, além de tudo. Não era possível que aquilo estivesse acontecendo, então chegou a hora de ouvir rock. Estava escutando Iron Man, do Black Sabbath. Melodia atraente, diria. Mas na hora que o Ozzy começava a cantar Carolina me aparece sorrateiramente, do meu lado, sem eu perceber. Aquilo era loucura! Como uma pessoa poderia ser tão traiçoeira. Senti curiosidade, fui buscar na internet sobre essa raça, descobri que todos eles tinham um sinal de nascença, na nuca, que não podia ser percebido, pois Carolina sempre usava cabelos super longos. Teria de descobrir aquilo eu teria um…

The Rock Boys Parte 4

O pesadelo de um escritor – Quando a ficção se torna realidade. ParteIII

O padre João Bastista veio visitar o apartamento. Benzeu os cômodos, roupas e o casal.
— Padre, minha companheira está sendo possuída – disse Henrique Pedreira.
— Não vejo sinais de possessão.
— Ontem eu acordei flutuando sobre a cama – revelou Luísa.
— Eu sou testemunha – corroborou o escritor.
— Levitação é algo surpreendente – disse padre João Batista franzindo o rosto em preocupação – é algo surpreendente e algo muito grave. Mesmo assim preciso de mais evidências.
— Eu ando escutando coisas – disse Luísa – a campainha toca, o chuveiro liga sozinho, eu ouço vozes quando estou sozinha aqui, o fogo do fogão de uma hora para a outra chega até no teto. Estou sofrendo padre, preciso que me ajude.
— Lamento irmã – se desculpou o padre João Batista – nada dessas coisas são evidências válidas para que a diocese autorize o exorcismo.
— E o que seriam evidências válidas? – perguntou Augusto Pedreira.
— Pra começar você deve falar línguas que nunca aprendeu. Segundo: você deve falar de pessoa…

O pesadelo de um escritor - Quando a ficção se torna realidade. ParteII

De tarde, Augusto Pedreira saiu para ir beber cervejas e conversar sobre partidas de futebol com seu grupo de amigos. Luísa ficou sozinha no apartamento. Era por volta das seis da tarde quando ela estava no escritório lustrando a mobília e ouviu a campainha tocar. Quando abriu a porta não havia ninguém. Isso aconteceu por mais duas vezes. Irritada e sem paciência, Luísa permaneceu por um bom tempo espiando no olho mágico. O estranho foi ouvir a campainha tocar e não ver ninguém pelo olho mágico. Luísa abriu a porta rapidamente. Não viu ninguém pelo corredor. Ninguém seria tão rápido de tocar a campainha e se esconder. E não havia onde se esconder, aquele era um pequeno corredor de edifício. O jeito que Luísa encontrou foi deixar a porta aberta. Mesmo assim a campainha tocou. - Vai ver é apenas um defeito de fiação – se tranquilizou Luísa – acho melhor desligar. A chave que desligava a campainha ficava na caixa geral. Para surpresa da mulher, a chave da campainha já estava desligada. Ela…

Adeus...

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Seu devaneio
me tirou do teu meio
e jogou direto pra escanteio

Perdeste toda a aurora
quem te amava
agora te ignora
agora sou sou vigia
e guardo a agonia
de sempre te manter do lado de fora

Não adiantará melancolia
mas saiba que tua trizteza
não será minha alegria
apenas será um lembrete
de uma ideia tardia

Adeus...

O pesadelo de um escritor - Quando a ficção se torna realidade. Parte I

A bruxa Salete apesar de ser uma bruxa má, não deixava de ser uma boa leitora. Em seu apartamento iluminado por velas ela passava horas lendo romances de terror. Pela internet ela comprou um atraente título chamado “A espera de um diabo”. Como de costume, Salete primeiramente tomou um belo banho numa banheira com água fria. Ensaboou seu lindo corpo esbelto, ouvia através de um toca fita antigos rituais para nunca envelhecer. Para completar ela bebia sangue de cabra virgem. Após seu banho de rejuvenescimento, Salete deitou-se em sua poltrona vermelha de couro com seu livro no colo. Começou a leitura e só parou dez horas depois ao ler a palavra “Fim”. - Boa história! – exclamou Salete fechando o livro. O romance tratava-se de um homem que se muda para uma nova casa junto de sua esposa e três filhas. No decorrer dos anos a esposa passa a ser atormentada por estranhas atividades paranormais. Atividades estranhas como: luzes que se acedem sozinhas durante a noite, o chuveiro que liga sozinho …

Dupla personalidade!

Comportamento invejável, no serviço é muito requisitada pelos colegas, conselheira de mão cheia. Mas sente algo estranho em seu interior, ditando, e querendo comandar seus pensamentos , que na maioria das vezes, não refletem sua vontade.  Com sua juventude implacável, um estilo de atriz “global”, credencia-a objeto de desejo da classe masculina, e de algumas femininas. Quando fica sozinha, questiona sua vida, já está cansada de tanto representar. Por incrível que pareça, não tem amigos, vive sempre na sombra de sua personagem. Sem ter encontrado á solução, se embriaga todos finais de semana, procura ás baladas, os “agitos”, momentaneamente sente-se feliz, mas não encontra á paz interior.

Não banalize o sentimento chamado AMOR!

Não use a palavra em vão, não a pronuncie sem sentir!
Amor é muito mais do que uma coisa banal dita a toda hora, e sem ser verdadeira.
Vejo pessoas dizendo eu te amo para pessoas que acabaram de conhecer, e pouco tempo depois, nem se falam mais, então aonde foi parar o amor???
 É preciso esperar, é preciso esperar o verdadeiro sentimento aparecer, e só com a certeza das certezas, olhar fixamente nos olhos e dizer a tão forte frase: Eu te amo.

Entrevista com o palhaço demônio

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"Os loucos são os certos numa sociedade errada."
 O alarme do banho de sol havia soado estridente quando entrou na sala de convivência, um lugar que, dentre poucas qualidades, restavam paredes sem acabamento, de um cimento cru, com azulejos mal colocados no chão. Minutos antes havia conversado com o diretor do complexo penitenciário, apresentando-se como o psiquiatra oficial do Estado e pedindo para poder falar com o senhor Vicente Caver, um dos presos apelidado de "palhaço" pelos agentes. - Por que palhaço? - perguntou ao agente que estava de guarda na soleira da porta de entrada da sala, enquanto sentava numa das cadeiras levemente acolchoadas que se encaixavam numa mesa redonda.  - O doutor verá, ele já chegou. - Concluiu o agente.
     Entrou na sala um homem mal cuidado, de macacão vermelho com a numeração 066 branca estampada no peito, cabisbaixo, de um olhar sem vida, cabelos compridos até o ombro, barba desgrenhada que crescia para todo lado, olhos manchados d…

Ponto de vista

A beleza está nos olhos de quem vê. Isso já é normal, você escuta isso sempre como se fosse sim ou não. E está certo, tudo é questão de ponto de vista. Há pessoas que usam isso a seu favor e há outras que não vê o lado positivo das coisas assim atrapalhando o curso natural da vida. Já pensou como seria fácil se tudo fosse visto positivamente, uma devastação poderia ser uma mudança, um acontecimento ruim pra você pode ser que estejam querendo lhe dar uma coisa melhor. Sua camisa favorita foi suja e a mancha não sai mais, se olhar pelo ponto de vista positivo pode ser que você não precise mais dela e assim seja. Tudo é ponto de vista. Se você acreditar que a vida será melhor se você pensar positivamente, se você ver como que seria se seu tênis rasgasse num dia quente, seria bom, você teria seu pé refrescado. O ponto de vista é o importante. Eu gostaria que tudo desse certo para mim, mas nem sempre dá. É horrivel a vida pacata, com tudo correto demais, eu mesmo queria um pouco mais de ad…

The Rock Boys Parte 3