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Mostrando postagens de Junho, 2014

Virtudes e Indecências - Parte 19

[...]
Era como uma cena saída de um dos seus livros. Depois do assassinato, chegava a policia. Alguns cansados, outros cínicos. Dependia do clima da história. Às vezes dependia da personalidade da vítima. E dependia, sempre, da imaginação. 
A ação podia ocorrer num beco ou numa sala de visitas. A atmosfera era sempre a mesma em qualquer cena. No livro que escrevia agora, narrava um assassinato na biblioteca do secretário de Estado. Gostava da perspectiva de incluir um Serviço Secreto, políticos ou espionagem, além da polícia. 
Seria sobre veneno e beber do copo errado. O assassinato era sempre mais interessante quando um pouco confuso. Deise deleitara-se com o desenrolar do enredo até então, porque ainda não se decidira bem sobre quem seria o assassino. Sempre a fascinava resolver quem era e surpreender-se. O bandido sempre tropeçava no fim.
Deise estava sentada no sofá, calada e com os olhos fixos. Por algum motivo, não conseguia ir além desse pensamento. O mecanismo mental de autodefesa…

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[...]
Ele só pode abraçá-la por certo tempo. As luzes estão acesas, mas não há ninguém ali.
Ela está inexpressiva, sua alma foi roubada. 
Ele só consegue pensar: "do que ela está fugindo?"
Como é possível conquistar o coração dela se ele já foi roubado? 
Ele tenta acalmá-la, mas o que vive dentro dela nunca morre!
Mesmo satisfeita com os carinhos dele, ela é tomada pela necessidade de querer mais beijos, pois sente falta do homem o qual ele queria ser! [...]