Stay

Audácia
fruto de um personagem que mora à espreita do meu peito
tornou-me poeta
O verme-racional desta carne-seca-amarelada
pôs-se à terra de joelhos
a fim de isolar-se do eu-lírico
Nasce dele
o personagem poeta assumindo com maestria
da terra podre e vazia
a necessidade de pôr-me entre espaços e palavras
umas ambíguas
outras vestígios do verme que
INSISTE em dar razão à minha existência
Como
Tu
Ousas
A
Metralhar
TEORIAS
e
MAIS TEORIAS
no próprio peito?!
Se dele
nasci para que entendas que eu existo e não preciso de um porquê
VERME!
Não sou parte de uma esquizofrenia paranóica!
D.e.c.i.f.r.a-m.e.
ou
d.e.v.o.r.o-t.e.
Vivo entrelaçado
distorcido
destroçado
à janela que criaste e que na qual
apenas um
por amor ao verme
enxerga teus erros paradoxais
MiNh'AlMa PaRtE
aOs RaIoS tOrTuOsOs
ViNdOs Do OuTrO lAdO
aO pRóPrIo CoRaÇãO
Neste lado
no pequeno espaço que nos separa do real e ficção
as madrugadas trazem a linguagem do universo
A linguagem que preenche o poeta do verme-racional.

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