Capitão Devaneio

Espio a vida com retas, lado a lado, aos olhos
Os dias são tormentas
As noites são incógnitas 
Permaneço em pé
sobre os dejetos de incertezas e medos que me levam aos Devaneios
Por que, Deus,
criaste esses seres que tomam a vida de seu destino?
Por que
conto os ciclos intermináveis de silêncio e angústias que me varrem ao vazio?
Meu canto não correspondido
Minhas lágrimas que caem e desaparecem com a rasteira do invisível tornando passado...
tornando histórias abruptas levadas aos sopros mundo afora
Sou, senão, um enfeite à porta; aquele que não deu certo e, ainda assim, permanece aqui.
Esquecido
Guardo um pouco de mim no próprio peito
Sou aquele pobre azul que devaneia cortar o vento,
atravessar os mares e,
por um instante,
acredito ser...
Os Devaneios aliviam e me alimentam com sonhos e esperanças e, quando a fome grita, eles também trazem de volta ao peito
o pobre Azul às retas.
"FIQUE AÍ!"
Enquanto eu estiver aqui,
estarei bem.

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