Me entreguei à loucura...

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Eu tô fugindo da poesia. Tô fugindo do desencontro entre as palavras. Tô fugindo do caos que, desordenado, golpeia os sentimentos. Confusos. Eu tô fugindo da poesia. Tô fugindo porque ela não me basta. Eu fujo pois sou nada. Eu fujo por ser um homem sujo e que não entende os motivos de ser eleito. Não entendo. Não. Não. Não. Fujo.

pt. II

A poesia me desperta. Raiva. Tristeza. A poesia desperta o homem tolo que acredita na própria fraqueza. Desperta. Esperta. A poesia esperta desperta o desespero do pobre garoto. Ela causa saudade. Causa vazio. Vazio do Eu. Eu. Eu. Esperta na desperta do louco que habita o não poeta que é poeta. O louco que enxerga as verdades do mundo em todos os seus planos. A poesia desperta. Desperta. A dor. A existência. Espera. Desperta.

pt. III

A poesia que me destrói 
Corrói e ao mundo 
espalha fragmentos infinitos de si. A poesia que, outrora, desmontou-me, retornou à mim através do beijo invisível desse mundo cruel. Perverso. O mundo que também ama. O mundo que também sofre. Sofre e se dis
torce com tantas outras linhas. Linhas intermináveis. Linhas de vida. Poesia. Linhas que preenchem mas também esvaziam. Linhas de uma poesia alternativa à do louco poeta. A tua poesia...

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